PERFIL

ELE TEM BIOGRAFIA

Defensor e lutador pelas reformas estruturais de que  o Brasil tanto necessita, e sem as quais continuaremos a ser um gigante de pés de barro.

Assim se guia Roberto Freire.

Um político que  está, e sempre esteve, entre aqueles efetivamente comprometidos com a democracia e os ideais republicanos. Tanto que participou na linha de frente da campanha pela Anistia aos presos e perseguidos políticos e da campanha pelas Diretas Já.

Assim se conduz Roberto Freire.

Homem público que sempre pautou sua atuação política visando aos interesses maiores da sociedade, jamais agindo fora dos limites da lei e da sua consciência, sobretudo quando se trata do patrimônio público.

Assim age Roberto Freire.

Papel destacado na Assembléia Nacional Constituinte, com autoria de mais de 500 propostas inseridas na Constituição, e  responsável pelo primeiro projeto sobre financiamento público de campanha para acabar com os caixas 2 e outras formas corruptas de se obter recursos para a disputa eleitoral.

Assim atua Roberto Freire.

Propôs uma reforma política para o Brasil na qual a maior conquista seria a instituição do parlamentarismo. Dentre outras propostas estavam o voto distrital misto; o financiamento público, mas não exclusivo (com a contribuição de pessoas físicas), das campanhas eleitorais; apoio ao fim das coligações; emenda à Constituição que permite o registro de candidatos sem partido e apenas um suplente de senador, para substituição eventual (quando houver vacância, novas eleições); segundo turno para eleições de municípios com mais de 100 mil eleitores.

Assim pensa Roberto Freire.

Um dirigente partidário que nunca se aproveitou disso para garantir benesses do poder: fez oposição a Fernando Collor, depois apoiou Itamar Franco e o Plano Real; fez oposição a Dilma Rousseff, depois apoiou, mas saiu do governo Temer. Uma questão de honestidade intelectual.

Assim se comporta Roberto Freire.

Pensando em São Paulo, elaborou, entre outros, projeto que define recursos no Orçamento da União para as Santas Casas; ampliação do programa estadual Santas Casas SUStentáveis, que complementa valores pagos; isenção de multas quando houver atrasos do SUS. É ainda autor de projeto de lei para compensação financeira aos municípios que abrigam presídios e penitenciárias. Além de uma proposta de emenda à Constituição que trata de incentivar a ciência, a pesquisa e a inovação tecnológica nacional com a destinação de 5% da receita corrente da União ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq e à Financiadora de Estudos e Projetos – Finep.

Assim trabalha Roberto Freire.

Propôs uma reforma política para o Brasil na qual a maior conquista seria a instituição do parlamentarismo. Dentre outras propostas estavam o voto distrital misto; o financiamento público, mas não exclusivo (com a contribuição de pessoas físicas), das campanhas eleitorais; apoio ao fim das coligações; emenda à Constituição que permite o registro de candidatos sem partido e apenas um suplente de senador, para substituição eventual (quando houver vacância, novas eleições); segundo turno para eleições de municípios com mais de 100 mil eleitores.
Assim pensa Roberto Freire.

Autoria do primeiro projeto que põe fim ao nepotismo no serviço público, na administração direta e indireta, em todas as instâncias e graus. Bem como  do projeto que fortalece as defensorias públicas para prover assistência jurídica a quem não tem condições de pagar por um advogado.

Assim procede Roberto Freire.

Conhecedor profundo dos problemas nacionais, observador crítico e atualizado dos fatos mundiais, ele tem, entre suas principais características, a coerência e a retidão. Não pesa sobre ele nenhum processo após décadas de vida pública, como deputado estadual, deputado federal, senador e ministro.

Assim é Roberto Freire.

Autoria do primeiro projeto que põe fim ao nepotismo no serviço público, na administração direta e indireta, em todas as instâncias e graus. Bem como  do projeto que fortalece as defensorias públicas para prover assistência jurídica a quem não tem condições de pagar por um advogado.
Assim procede Roberto Freire.

Conhecedor profundo dos problemas nacionais, observador crítico e atualizado dos fatos mundiais, ele tem, entre suas principais características, a coerência e a retidão. Não pesa sobre ele nenhum processo após décadas de vida pública, como deputado estadual, deputado federal, senador e ministro.
Assim é Roberto Freire.

Linha do tempo

1964

Ao lado da mãe, dona Lurdes

Natural do Recife, primogênito de cinco irmãos, Roberto Freire formou-se em Direito já atuando em defesa dos trabalhadores rurais durante o governo Miguel Arraes. Ao mesmo tempo, participava da organização de sindicatos rurais e se incorporou às equipes do Movimento de Cultura Popular (MCP) de alfabetização de adultos.

E ainda teve tempo para integrar a seleção pernambucana de basquete, dividindo a quadra com ícones da modalidade, como Amaury Passos, Walmir Marques e Rosa Branca.

1967

Junto com Marcos Freire, em campanha pelas ruas do Recife

Roberto Freire tornou-se um dos fundadores do MDB, por meio do qual desenvolveu intensa luta aberta e de massas pela formação de uma ampla frente democrática, que viria a isolar e derrotar o regime militar. Roberto resistiu ainda ao grave equívoco da opção pela luta armada por parte de algumas organizações e lideranças político. Já antes disso, apostava na esquerda democrática.
Freire ingressou por concurso, em primeiro lugar, no serviço público no Instituto Brasileiro de Reforma Agrária, IBRA.

1968

Com o AI-5, a ditadura arranca sua máscara conciliadora

Roberto Freire tornou-se um dos fundadores do MDB, por meio do qual desenvolveu intensa luta aberta e de massas pela formação de uma ampla frente democrática, que viria a isolar e derrotar o regime militar. Roberto resistiu ainda ao grave equívoco da opção pela luta armada por parte de algumas organizações e lideranças político. Já antes disso, apostava na esquerda democrática.

Freire ingressou por concurso, em primeiro lugar, no serviço público no Instituto Brasileiro de Reforma Agrária, IBRA.

1972

Candidato a prefeito de Olinda

No início daquele ano, Roberto Freire concedeu entrevista ao semanário Voz da Unidade, de São Paulo, na qual alertava as forças oposicionistas para o fato de que a campanha em torno da convocação de uma Assembleia Constituinte, em curso, deveria momentaneamente ser substituída por uma outra, de maior apelo popular, em torno da reconquista das eleições diretas para a Presidência da República.

Sua proposta  tornou-se o centro do debate nacional e a semente da campanha das Diretas Já, as maiores mobilizações de massas da nossa história.

1979

Indicado a integrar a Comissão Mista, para dar parecer ao projeto de anistia

Com a derrota da Emenda Dante de Oliveira naquele ano, Roberto Freire teve de enfrentar novamente alguns setores da esquerda liderada pelo PT. Estes se  recusavam a votar em Tancredo Neves, que se opunha ao candidato dos militares, Paulo Maluf. Novamente, como no caso da luta armada, Freire defendeu que boicotar a votação no Colégio Eleitoral significaria prolongar o regime militar e  inviabilizar um governo de transição democrática.

1982

Campanha das Diretas Já em São Paulo

No início daquele ano, Roberto Freire concedeu entrevista ao semanário Voz da Unidade, de São Paulo, na qual alertava as forças oposicionistas para o fato de que a campanha em torno da convocação de uma Assembleia Constituinte, em curso, deveria momentaneamente ser substituída por uma outra, de maior apelo popular, em torno da reconquista das eleições diretas para a Presidência da República.
Sua proposta tornou-se o centro do debate nacional e a semente da campanha das Diretas Já, as maiores mobilizações de massas da nossa história.

1984

Tancredo vence a eleição indireta

Com a derrota da Emenda Dante de Oliveira naquele ano, Roberto Freire teve de enfrentar novamente alguns setores da esquerda liderada pelo PT. Estes se recusavam a votar em Tancredo Neves, que se opunha ao candidato dos militares, Paulo Maluf. Novamente, como no caso da luta armada, Freire defendeu que boicotar a votação no Colégio Eleitoral significaria prolongar o regime militar e inviabilizar um governo de transição democrática.

1987

Ao lado de Ulysses Guimarães, no dia da sessão histórica da promulgação da nova Carta Magna

Já como líder do Partido Comunista Brasileiro, PCB, que conquistara sua legalidade em 1985, Roberto Freire foi um dos líderes políticos da Assembleia Nacional Constituinte, ANC, instalada em 1987. Seu presidente, o paulista Ulysses Guimarães, chegou a declarar que a bancada de três parlamentares (Augusto Carvalho e Fernando Sant’Anna eram os outros dois), tinha tanta influência que valia como se fosse composta por mais de trinta constituintes.

Roberto Freire na Assembléia Nacional Constituinte

1988

O aguerrido Roberto Freire no plenário da Constituinte

Roberto Freire foi autor de mais de 500 emendas inseridas na Carta Magna, de forma isolada ou via emendas aglutinativas. Membro titular tanto da Comissão de Sistematização quanto da Comissão de Redação final da ANC, sua atuação foi decisiva para a definição:

  • da função social da propriedade urbana e rural;
  • da liberdade religiosa, de pensamento e de informação;
  • dos direitos e garantias individuais;
  • de avanços históricos nos novos capítulos de meio ambiente e dos povos indígenas;
  • dos direitos da mulher e da moderna visão da família;
  • do acesso à saúde pública, por meio da criação do SUS;
  • da luta pelo fortalecimento da educação básica e das universidades públicas e maior apoio à ciência e à tecnologia.
1989

Roberto entre o saudoso Sergio Arouca, grande sanitarista, seu vice na campanha de 1989, e o ator Otávio Augusto

Estimulado pelo desafio da construção de um país democrático e socialmente mais justo, Roberto Freire participou da primeira eleição direta para presidente da República. Propôs novas alternativas no campo da esquerda em nome de um projeto transformador para o Brasil. Em sua campanha, ele foi premonitório: “Estamos assistindo ao fim da sociedade industrial e à emergência de uma nova era do conhecimento, da informação e da inovação tecnológica. Entendo que a globalização é a face moderna do inevitável processo de integração e socialização do ser humano”.

1992

Reunião do governo comandado por Itamar Franco, com a presença de Roberto Freire

Compreendendo criticamente os erros praticados sob a esfera do chamado socialismo real e, com coragem, comandou, junto com outros líderes, a travessia da tradição democrática do PCB para a tradição renovada do Partido Popular Socialista, PPS.  

Como dirigente do PPS, fez com que este fosse um dos primeiros partidos a se integrar à luta pelo impeachment do presidente Fernando Collor, apontado como o maior responsável por uma gigantesca onda de corrupção no governo.

Cassado o caçador de marajás, Freire foi convidado pelo presidente Itamar Franco, em dezembro, para ser líder de seu governo na Câmara Federal.

1993

Jarbas Vasconcelos, Marcos Freire, Teotônio Vilela e Miguel Arraes

No importante papel de líder do Governo Itamar Franco, Roberto Freire ajudou a costurar a montagem de uma base de centro-esquerda para dar sustentação política a uma gestão que deixou marcas extremamente positivas no país, como o Plano Real, sob o comando do então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso.

No ano seguinte, Roberto Freire foi eleito senador por Pernambuco, na chapa de Miguel Arraes eleito governador. Em 1995, o senador participou das tentativas de reforma política, infelizmente frustrada em seus intentos. Entre 1998 e 2002, o Senado Federal promoveu mais uma tentativa  de reforma política.

Uma ideia da atuação de Roberto Freire senador, cujo mandato foi de 1995 a 2002:

1995

Recebido, junto com Fernando Gabeira, então líder do PV, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso

Por discordar da proposta de modelo macroeconômico do governo e do exagerado espaço dado a setores conservadores, o PPS fez oposição responsável à gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso. Porém, reconhecendo o forte compromisso com a democracia e uma concepção reformista do governo, o PPS aprovou a continuidade do Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Fundeb, a criação das agência reguladoras, a privatização da telefonia e da siderurgia, entre outras.

Em 2002, ainda como senador, Roberto Freire recebeu a Medalha do Mérito Científico das mãos do presidente Fernando Henrique Cardoso, por conta de sua contribuição à ciência, pesquisa e inovação tecnológica

2004

Em 2004, rompimento com o governo Lula

Primeiro partido a apoiar a candidatura de Lula no segundo turno da eleição presidencial, em 2002, o PPS foi também o primeiro da base aliada a discordar do caminho seguido pelo governo. Em agosto de 2004, foi lançado o documento “Sem mudança não há esperança”, que defendia a correção de rumos na política econômica e alertava para o fato de que as promessas feitas em campanha não estavam sendo cumpridas.

Em dezembro de 2004, Roberto Freire liderou o PPS no rompimento com o governo petista, entregando todos os cargos que o partido possuía no governo.

2010

Uma voz de São Paulo para o Brasil

Após cinco mandatos como deputado federal, um como estadual e outro como senador, Roberto Freire não foi candidato nas eleições de 2006. Veio para São Paulo para trabalhar, uma vez que não recebia nem recebe aposentadoria de parlamentar.  Em 2010, se candidata a deputado federal por São Paulo. Foi eleito com o voto de confiança de mais de 120 mil eleitores paulistas no pleito daquele ano, tornando-se um dos poucos parlamentares da história republicana a vencer eleições em dois estados diferentes. Desde o primeiro dia de mandato, vem honrando o compromisso assumido em campanha de ser “uma voz de São Paulo para o Brasil”. Ele seria reeleito em 2014.

2016

À diferença de Itamar Franco, Michel Temer sofre denúncia do Procurador Geral da República

Reconhecido como uma das principais lideranças de oposição aos governos Lula e Dilma Rousseff, Roberto Freire sempre adotou uma postura corajosa e combativa no Congresso Nacional, na linha de frente do embate político, sem ódio e sem medo, às forças do lulopetismo. Assim foi no processo de cassação de Dilma Rousseff.

A exemplo do episódio da cassação de Fernando Collor – quando os partidos que votaram pelo impedimento  assumiram a responsabilidade de apoiar o vice-presidente Itamar Franco, que assumiu por força da Constituição – o PPS passa a apoiar o governo de Michel Temer, do qual Roberto Freire chegou ser ministro da Cultura. No entanto, à diferença de Itamar Franco, Michel Temer sofre denúncia do Procurador Geral da República. Isso fez com que Roberto entregasse o Ministério da Cultura e o PPS se afastasse do governo.

2018

Freire e Alckmin

Não foram poucos aqueles que disseram a Roberto Freire para continuar no governo a fim de obter as benesses do poder. Fiel a si mesmo, ele se recusa a esse papel. E está na luta para outra reeleição por São Paulo, junto com Geraldo Alckmin para presidente.

Diz Alckmin: “Roberto Freire tem a capacidade singular de acompanhar as mudanças que o mundo e o Brasil sofreram e sofrem. Ele se insere nelas, trabalhando alianças e buscando viabilizar um projeto democrático e reformista capaz de gerar novos rumos ao nosso país.”